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Universidade do Texas

Justiça americana confirma política de ação afirmativa para minorias raciais.

Em junho de 2016 a Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou a consideração de raça para definição de critério de admissão da Universidade do Texas. A causa era proposta por uma estudante branca que alegava que os critérios de seleção considerando diversidade racial e cultural, desrespeitavam seu direito de acesso à universidade. A decisão reforçou a posição da justiça norte-americana a favor da política na qual as minorias raciais, historicamente sujeitas à discriminação, devem receber preferência no acesso à educação e ao emprego.

Saiba mais:

  • Em 2013, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) divulgou pesquisa comparativa do desempenho escolar dos alunos cotistas e não cotistas. Essa política passou a ser adotada pela UERJ em 2003. A pesquisa apontou que a diferença era bastante acentuada no vestibular, mas não se refletia na mesma proporção no desempenho curricular. A maior diferença foi verificada no curso de Direito (10,1% a favor dos não cotistas, na turma do vestibular 2005), por outro lado esse índice era significativamente menor no caso de Medicina (2%) e era favorável aos cotistas nos cursos de Administração e Pedagogia.
  • Segundo o Relatório Mapa da Violência 2016 da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), o Brasil está entre os 10 países que mais mata jovens no mundo, e a maior parte deles são negros e pobres das periferias das grandes cidades. Entre 2003 e 2014, enquanto o número de vítimas negras de homicídio por arma de fogo subiu 9,9%, o de vítimas brancas caiu 27,1%. Os dados mostram que os negros morrem 2,6 vezes mais que os brancos por este tipo de violência.

https://www.nytimes.com/2016/06/24/us/politics/supreme-court-affirmative-action-university-of-texas.html?_r=0

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