Fundação Telefonica - Vivo

Visões de Futuro +15

Método de Pesquisa



O Estudo Visões de Futuro +15 nasceu em 2014 para inspirar e gerar um debate construtivo na sociedade ao redor de tendências para que possamos pensar o futuro que queremos construir.

Ele é realizado por meio de uma metodologia mista que combina análise de dados secundários (desk research), pesquisa qualitativa (entrevistas com especialistas para cocriação) e mapeamento digital (com uso de Big Data).

Os achados destas ferramentas de pesquisa são analisados em busca de conexões e identificação de sinais e evidências: ambos são manifestações diversas de comportamentos e de tecnologias emergentes relevantes, sendo os sinais produtos, campanhas, modelos de negócio, tecnologias digitais e sociais, estudos e evidências a produção científica, produção áudio visual, literatura, cobertura de imprensa e legislação.

Os resultados do Estudo são discutidos com a sociedade para incorporação do olhar externo.



Primeiro entendemos o contexto através da identificação de movimentos

Movimentos são agrupamentos de sinais e evidências dentro de dimensões (social, tecnológica, econômica, política, regulatória e ambiental).

A definição dos movimentos parte da exploração de: fontes secundárias (mídia, fóruns especializados, agências de tendências, centros de estudo e consultorias); da observação de sinais emergentes e inovadores (campanhas, modelos de negócio, tecnologias digitais e sociais, estudos); de evidências relevantes (produção científica, produção áudio visual; literatura; cobertura de imprensa e legislação) e diálogos com especialistas e empreendedores/hackers sociais, culturais e empresariais.

São exemplos de movimentos: educação, tecnologia, negócios, trabalho e empreendedorismo.


Selecionamos tags associadas aos movimentos

Os movimentos são sustentados por tags, palavras-chave que expressam conceitos, assuntos, temas e comportamentos. Por meio de tags, é possível associar (“taguear”) sinais e evidências que por sua vez podem estar relacionados com uma ou mais tags. As tags revelaram a força com que os movimentos aparecem, se manifestam e/ou se intensificam na sociedade.

São exemplos de tags: #generation z, #wellness, #bitcoin e #green economy


Com isso testamos a relevância dos achados usando o Big Data

O Big Data ajuda a mapear e a analisar a incidência, a frequência, as emoções associadas e influenciadores das tags dos movimentos no ambiente digital.

Essa análise é feita por meio de APIs (Application Program Interfaces) ou algoritmos, que são aplicados a diversas fontes digitais (ex: redes sociais, portais de conteúdo) de acordo com critérios pré-definidos. Para selecionar as fontes globais de informação a serem mapeadas usamos a ferramenta de webcrawling.

São escolhidas fontes genéricas (ex. Twitter, Medium, Facebook e Google Scholar), fontes específicas e busca por conteúdo (ex. Google Analytics). O mapeamento digital converte-se em gráficos analíticos.


Depois aprofundamos a pesquisa

Nesta etapa a pesquisa é aprofundada para identificação de sinais e evidências por meio de desk research e entrevistas com especialistas. Cada sinal/evidência é, então, associado a seus respectivos movimentos, tags e países de origem.

Algumas das análises e conexões possíveis de se realizar nesta etapa incluem: o avanço dos movimentos ao longo dos anos (enfraquecimento, fortalecimento ou mudança de rota); a compreensão da dinâmica dentro de cada movimento; e o entendimento das controvérsias, ou seja, dos contramovimentos, contratendências, polêmicas e resistências geradas pela sociedade, que poderão reduzir ou frear a mudança.


Por fim, apresentamos os resultados do Estudo para a sociedade

Os resultados do Estudo são apresentados e discutidos em fóruns com empresas, organizações sociais e empreendedores/hackers sociais dentre outros públicos. Os participantes explicitam suas próprias percepções, crenças e sentimentos sobre o futuro, discutem as implicações dos movimentos/tags/sinais e evidências e aprofundam o entendimento de controvérsias. Com isso o Estudo promove uma ressonância na sociedade, relativizando os achados, análises e conexões.


Cenários

As primeiras edições do Estudo projetaram cenários, ou seja, narrativas/sinopses de futuros prováveis (evidentes), possíveis (emergentes) ou especulativos (desejados/indesejados), a partir da combinação de movimentos, tags, sinais e evidências assim como de controvérsias. Os cenários podem ajudar a antecipar uma realidade futura como se ela já existisse de forma a inspirar estrategistas, empreendedores, gestores, lideranças sociais, entre outras organizações. Você pode consultar aqui os cenários