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Islândia

Novas formas de participação dos cidadãos buscam revigorar a democracia.

Em meio a uma crescente frustração da população em vários países democráticos pelas formas simples de representação, como o voto em 2011, a Islândia reescreveu sua Constituição de forma inovadora. Contou com a participação direta de cidadãos comuns, por meio de grupos de discussão não hierarquizados, e também através do uso intenso de internet, indicando assim um caminho de reinvenção da democracia para preservação da sua legitimidade.

Saiba mais:

  • Os partidos políticos e as eleições, que são as principais instituições de representatividade do sistema democrático tradicional, têm sido questionados no mundo todo, em especial entre os jovens. Pesquisa da Low Institute for International Policy sobre a melhor forma de governo, entre habitantes de Sydney, apontou a democracia como a forma preferida por 65% das pessoas com 30 anos ou mais, e apenas 42% entre os jovens com idades entre 18 e 29 anos (Fonte: The Guardian, março de 2016).
  • John Gastil e Robert Richards, ambos da Pennsylvania State University, em seu artigo acadêmico “Reviving Direct Democracy with Citizen Assemblies” (2011), afirmam que institutos consagrados de democracia direta, como plebiscitos e referendos, podem ser populares entre os eleitores, mas na prática, não têm atingido os seus objetivos devido à informação insuficiente e muitas vezes enganosa na qual se baseia a decisão dos cidadãos.
  • Como solução, os autores defendem formas alternativas de participação, como assembleias formadas por cidadãos escolhidos aleatoriamente e que se dedicam, segundo uma agenda definida, para se aprofundar nos temas em discussão e apoiar a decisão dos congressistas.

https://www.radcliffe.harvard.edu/exploratory-seminars/public-participation-in-constitutional-design

Sinais de Estado, Política e Representatividade